A partir de janeiro de 2026, empresas de 17 setores da economia passarão a recolher uma alíquota maior de contribuição previdenciária sobre a folha de salários. A mudança faz parte do processo de reoneração gradual da folha de pagamento, iniciado em 2025 e previsto para ser concluído em 2027.

Com a nova regra, a contribuição patronal ao INSS sobre os salários dos empregados com carteira assinada sobe de 5% para 10%. Em contrapartida, a alíquota incidente sobre a receita bruta das empresas é reduzida, mantendo o modelo híbrido de tributação durante esse período de transição.

O que é a reoneração da folha de pagamento?

Durante anos, determinados setores foram beneficiados pela chamada desoneração da folha, que permitia substituir a contribuição previdenciária de 20% sobre os salários por uma cobrança menor sobre o faturamento. O objetivo era estimular o emprego formal e reduzir custos trabalhistas.

No entanto, o governo federal decidiu retomar gradualmente a tributação sobre a folha, alegando impacto elevado nas contas públicas. Assim, foi criado um cronograma de transição, no qual as empresas voltam a pagar mais sobre os salários, de forma escalonada, até o retorno ao modelo tradicional.

Setores mais impactados

Entre os segmentos que sentirão com mais intensidade o aumento da contribuição estão aqueles com grande número de empregados, como o transporte rodoviário coletivo, tecnologia da informação, call centers, construção civil, comunicação e setores industriais específicos.

Para essas empresas, o aumento da alíquota representa maior custo com encargos trabalhistas, o que pode influenciar decisões relacionadas a contratações, investimentos e planejamento financeiro ao longo de 2026.

Impactos econômicos e trabalhistas

Especialistas avaliam que a elevação da contribuição previdenciária pode:

Por outro lado, o governo defende que a reoneração é necessária para equilibrar as contas da Previdência Social e reduzir distorções criadas pelo modelo de desoneração prolongada.

O que esperar até 2027

O ano de 2026 marca o segundo estágio da reoneração, com nova elevação prevista para 2027, quando a contribuição sobre a folha deve se aproximar do patamar original. Até lá, empresas precisam acompanhar atentamente a legislação e ajustar seu planejamento tributário para evitar impactos inesperados.

A mudança reforça a importância de análise contábil e jurídica especializada, especialmente para negócios enquadrados nos setores atingidos, que devem revisar custos, contratos e projeções financeiras diante do novo cenário previdenciário.

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